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sexta-feira, 22 de maio de 2015
FÉ
Quem vai socorrer um indivíduo que crê ter uma suposta sensibilidade especial e supõe vivenciar experiências completamente fora da lógica estabelecida? A ciência ou a religião? A meu ver, falham as duas, porque ambas são cheias de certezas num campo de incertezas pela sua própria essência, já que falamos de crença. A ciência tem um caminho menos cômodo do que a religião. Precisa comprovar, materialmente, que a sensibilidade humana advém, sempre, da natureza do ser, da máquina cerebral e física, enfim. Mas como vai responder ao fato de que qualquer comprovação científica é o resultado dos efeitos sobre o que é físico, apenas? Como contradizer, portanto, o discurso espiritualista, místico, que foge completamente deste campo do que é materialmente comprovável? Mais curioso ainda é pensar que a resposta estará, irremediavelmente, na FÉ. Na ciência ou na religião.
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